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Fontes ATX - Diagnóstico “Correto” – 1ª Parte

Rafael Alencar
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Categoria >> Hardware
05 de Maio de 2008
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Olá pessoal!
Essa é minha primeira matéria aqui no Artigos e Tutoriais. Espero que as dicas postadas aqui sejam bem aproveitadas por todos aqueles que, de alguma forma, necessitam de conhecimentos em hardware ou que simplesmente têm prazer em tê-los, assim como eu. :)
 
Bom, nessa primeira matéria vou apresentar o componente principal de um computador (CPU), a fonte de alimentação. Destaco esse componente como “principal” porque sem ele não haveria como um computador “ligar”, não é? :). Para computadores, existem dois tipos de fonte de alimentação: AT e ATX. Nessa matéria vou adotar somente o modelo de fonte ATX, pois este é o modelo mais “atual” e utilizado em 90% dos computadores nos dias de hoje.

 
Fonte de alimentação ATX
 
Não vou falar sobre o funcionamento da fonte ATX, pois este não é o foco da matéria, mas vou apresentar aqui um método bem simples para dar um diagnóstico “correto” de uma fonte ATX. Vale ressaltar que a palavra “correto” está destacada pelo fato desse método não diagnosticar com 100% de precisão, mas busca chegar perto disso. E através desse método, você será capaz de identificar se possíveis “sintomas” de defeitos de uma CPU estão sendo causados por mau funcionamento da fonte de alimentação.
 
Você vai precisar de uma ferramenta que é essencial para quem trabalha com manutenção de computadores: um Multímetro. Também não vou entrar em detalhes sobre a utilização dessa ferramenta, que na verdade é muito simples de se usar, mas através do método de diagnóstico, vou mostrar como utilizá-lo. Você pode encontrar um multímetro digital como esse em qualquer loja de eletrônica na sua cidade. Seu preço é bastante em conta, mas pode variar de acordo com o fabricante. Em outras palavras, é um investimento que vale muito à pena! :)

 
Multímetro digital
 
Mãos à obra!
 
Procedimento: verificar se a fonte está de fato disparando (ligando).
 
Desconecte o cabo de energia da fonte ou desligue qualquer tipo de alimentação utilizada para ligar a fonte. Coloque o multímetro na função DCV, na escala de 20V, como mostra a imagem.

 
Multímetro na escala correta
 
Em seguida, conecte a ponta de metal do cabo preto do multímetro em alguma saída de fio preto de qualquer conector da fonte. Recomendo utilizar os conectores para HD’s e drivers ópticos (CD-ROM), como mostra a imagem. Você pode utilizar também a própria carcaça da fonte para conectar o cabo preto do multímetro.
 
 

“Aterramento”
 
Verifique a chave de tensão de alimentação da fonte, que deve estar em 110v ou 115v quando é ligada em estabilizador ou módulo isolador e 220v ou 230v quando é ligada direto na tomada. No caso desta, é ligada em estabilizador, portanto a chave está em 115v.

 
Alimentação da fonte
 
Conecte o cabo de energia na fonte. Em seguida, segure o conector da fonte usado para ligar à placa mãe e com o cabo vermelho do multímetro, faça o contato com a ponta de metal no fio verde do conector para medir a tensão (voltagem) nesse fio. Observe o display multímetro, ele mostrará a tensão do fio.

 
Medindo tensão no PS-ON                                             Display do multímetro
 
O fio verde, chamado de PS-ON, é utilizado pela placa mãe para fazer o acionamento (chaveamento) da fonte e deve apresentar tensão de +5V (cinco volts). Note que essa fonte apresenta uma tensão de 4,93v, um valor muito aproximado de 5v. Essa tensão pode variar para menos, nunca para mais, ou seja, não ultrapassa 5v. Porém, existe uma tolerância em relação à tensão do PS-ON, pois como já disse, serve apenas para chavear (ligar) a fonte. Se a tensão do PS-ON estiver entre 5v e 2v, a fonte ainda é considerada “boa”, pois ainda produz tensão suficiente para ser acionada. Se a tensão estiver abaixo de 2v, é altamente recomendável que se descarte essa fonte, pois certamente a fonte está com defeito. Por fim, se a tensão do PS-ON for 0v (zero volts), com certeza a fonte está danificada, pois esta não irá se quer acionar.
 
Observação importante: não se preocupe com risco de choque elétrico ao realizar esse método de diagnóstico, pois a tensão máxima que a fonte produz é 12v (doze volts), que é desprezível em contato com nossas mãos.
 
Bom, então é isso aí pessoal. Espero que todos tenham entendido direitinho essa 1ª parte. Muito simples!
Na 2ª parte, irei seguir com os procedimentos desse método de diagnóstico e complementar essa 1ª parte, pra não ficar tão extenso. Ao final dessa matéria, vou agrupar os principais “sintomas” de defeitos causados por mau funcionamento da fonte de alimentação. Ok?
 
Aguardem... e pratiquem bastante! :)
 
Até a próxima! Abraço!

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